Hotelaria e município estreitam diálogo para a retomada do turismo na temporada

 
A retomada do turismo na temporada de verão 2021/2022 foi o tema da reunião convocada pela Prefeitura de Guaratuba com o setor da hotelaria e a Associação Comercial e Empresarial de Guaratuba – ACIG, na segunda-feira (30/08), na Secretaria Municipal da Cultura e do Turismo.
Também foram tratadas na reunião a importância do preenchimento do Questionário da Demanda Turística, o calendário de eventos alusivos aos 250 anos de Guaratuba a serem realizados até dezembro, a participação da cidade no Festival Internacional das Cataratas com a exposição do modelo do stand e material de divulgação, e outros assuntos como o planejamento estratégico de eventos na cidade durante todo o ano. Foi realizada a entrega de materiais turísticos.
Empresários da hotelaria puderam expor suas demandas e, pensando em aproximar mais o diálogo, ficou planejado encontros mensais entre o setor e a Secretaria Municipal da Cultura e Turismo. Outro ponto acordado na reunião foi a promoção de oficinas de formação destinadas aos funcionários dos hotéis sobre cultura e história de Guaratuba.
A secretária Municipal da Cultura e do Turismo, Rocio Bevervanso, falou dos eventos que em decorrência da pandemia tiveram que ser adiados, de todo cuidado que ainda o município vai manter, mas que conta um planejamento definido de ações para atração de turistas e eventos para turistas e moradores.
Além dos empresários da hotelaria e equipe da Secretaria, estiveram presentes o vice-prefeito, Edison Camargo, a secretária Municipal da Administração, Denise Lopes Silva Gouveia, o presidente da Acig, Braulio Augusto Pedrotti. O prefeito Roberto Justus não pode comparecer por conta de conflito de agenda com outro compromisso.

Amiguinhos do Turismo visitam museus e Castelo do Batel em Curitiba

Na última quinta-feira (26), os Amiguinhos do Turismo, Isadora, Isabelly, Mirela, Eduarda, Lucca e Isabella, alunos do ensino fundamental do município, estiveram em Curitiba visitando o Museu de Arte Indígena – MAI, o Museu Egípcio e Rosacruz – AMORC e o famoso Castelo do Batel, acompanhados da secretária da Cultura e do Turismo, Maria do Rocio Bevervanso, servidores da Cultura e das diretoras e professoras, Izadora Cristina Crestan de Moura, Eliane Lourenço Pontes dos Santos, Rosana Olos, Lidiane Morgana Zapora da Silva, Quezia Cristina Gomes da Silva e Alessandra T. dos Santos. Por trás das máscaras sorrisos expressados em olhares atentos. Os alunos, afiados, responderam prontamente aos questionamentos da guia do MAI e no Museu Egípcio muitas surpresas com os sarcófagos, múmias e artes douradas, representando as riquezas da época. A visita ao Castelo do Batel foi gentilmente guiada por Marcelo Lupion, filho da senhora Vera Lupion, uma das herdeiras do castelo. Em cada cômodo do luxuoso castelo, Marcelo apontou peculiaridades seguidas de histórias dos tempos em que Moisés Lupion, seu avô, morou no local. Ao final da visita, convidados por Danièlle Lupion, esposa de Marcelo, os Amiguinhos do Turismo receberam um delicioso lanche, finalizando o passeio, que sem dúvidas, foi inesquecível não somente para as crianças, mas para todos os servidores envolvidos. * O Projeto Amiguinhos do Turismo provém da parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. O programa é composto por um grupo de crianças do município que foram convocadas por terem demonstrado interesse pela história de Guaratuba.

Entrega da “Comenda 250 anos” à Sra. Vera Lupion

A Prefeitura Municipal de Guaratuba, com imenso carinho, homenageou na tarde da última quinta-feira (26) a Sra. Vera Lupion, em uma celebração no Castelo Batel em Curitiba. O Prefeito Roberto Cordeiro Justus, acompanhado do Vice-prefeito Edison Camargo, da Secretária Municipal da Cultura e do Turismo Maria do Rocio Bevervanso, da Presidente da Câmara de Vereadores, Cátia Regina Silvano e dos Amiguinhos do Turismo, homenagearam a senhora Vera Lupion com a entrega da “Comenda 250 anos”, alusiva a essa data histórica de aniversário de fundação de Guaratuba, no ano de 2021. 

Na ocasião foi entregue também, pela secretária da Cultura e do Turismo, Maria do Rocio Bevervanso, uma reedição da obra “História do Município de Guaratuba”, publicado pela primeira vez em 1952, e uma edição inédita com o título “Instantâneos de Guaratuba”, ambas produzidas pelo mesmo autor, o historiador e ex-prefeito de Guaratuba, Joaquim da Silva Mafra.

Representando todos os alunos que compõem “Os Amiguinhos do Turismo”, a aluna Isadora Gouveia Paraíba, entregou flores à Vera, e agradeceu a oportunidade de conhecerem o famoso Castelo do Batel.

Vera Lupion foi casada com José Ubirajara, filho do Governador Moysés Lupion, a união durou 37 anos, até o falecimento dele. Uma das herdeiras do famoso Castelo Avenida Batel, acompanhada de seu filho Marcelo Lupion, e sua esposa Danièlle Guimarães Lupion, recebeu do Prefeito Roberto Justus a mais alta honraria do município de Guaratuba, a “Comenda 250 anos”, condecoração concedida para pessoas que se destacam e fazem parte desta história.

Durante a entrega da “Comenda 250 anos” à senhora Vera Lupion, o Prefeito Roberto Justus mencionou o ex-governador do Paraná, Moysés Lupion, enaltecendo a atenção recebida pelo município durante sua gestão. 

A partir de 1958, governo de Moysés Lupion, Guaratuba começou a receber atenção especial do DER. Em completo estado de isolamento, só se chegava à cidade por meio de pequenas embarcações ou por uma estrada precária de terra. A solução proposta pelo Prefeito de Guaratuba, era a construção de uma ponte que ligasse a cidade ao Balneário de Caiobá, no Município de Matinhos, unindo os dois lados da Baía de Guaratuba. O pedido foi feito ao DER, mas estudos realizados pelo órgão afirmaram categoricamente que ela era inviável pela tecnologia a ser empregada e pelos recursos necessários para a obra. Ayrton Cornelsen em viagem a Santos, observou que o sistema de ligação marítima local, feito por uma embarcação capaz de transportar caminhões e carros, conhecido por FerryBoat, poderia ser uma boa alternativa para Guaratuba. Em 1º de setembro de 1960, foi “lançada a caravela ao mar”, para servir na travessia da barra, na Baía de Guaratuba. A bordo estava o Governador Moysés Lupion, da caravela batizada de “Ayrton Cornelsen I”, em janeiro de 1961, na inauguração dos novos trapiches da travessia Matinhos-Guaratuba. Por ter resolvido a situação de isolamento de Guaratuba, ter implantado a iluminação pública e construído a estrada “Bem Bem”, Moysés Lupion e Cornelsen são lembrados até hoje na localidade. Erigiu-se um busto em homenagem ao Governador na Praça Central de Guaratuba. Em 27 de abril de 1999, foi criada pela lei nº 863, a Escola Municipal Governador Moysés Lupion, em homenagem ao político que governou o Estado do Paraná de 1947 a 1951, e de 1956 a 1961. Lupion foi responsável pela abertura da Rodovia que ligou Guaratuba ao progresso, no ano de 1950, mencionando a celebre frase: “Guaratuba, levanta-te e anda”!

Oficina de Planejamento Estratégico do Conselho Municipal do Turismo

Na terça-feira (24/08) ocorreu na Secretaria Municipal da Cultura e do Turismo a Oficina de Planejamento Estratégico para a construção de Plano de Trabalho para os próximos cinco anos do Conselho Municipal de Turismo de Guaratuba – COMTUR Guaratuba.
A oficina foi realizada através de uma parceria entre o COMTUR Guaratuba, a ADETUR Litoral e o SEBRAE Paraná. O mediador do evento foi o renomado consultor do SEBRAE Paraná, Kleber Pinto de Oliveira.
Foram debatidos os eixos temáticos: Conscientização para o turismo; Parcerias estratégicas; Equipamentos e serviços; Marketing e comercialização; Diversificação da oferta; Gestão ambiental; Planejamento e organização.
Em breve será divulgado amplamente cada uma dessas ações, objetivando a melhoria da qualidade de atendimento e da oferta dos atrativos turísticos do município.

Folclore

Dia do Folclore! 💚💛
É o conjunto de tradições e manifestações populares constituído por lendas, mitos, provérbios, danças, crendices, ritmos, festas populares, e costumes que são passados de geração em geração. De origem inglesa a palavra “folklore” significa sabedoria popular.
📍Em Guaratuba, o folclore possui um leque de ações como a lenda do Pirata Zulmiro, do Padre das Caieiras, da Noiva Abondonada no Altar, do Brejatuba, da Festa do Divino, do Pote de Ouro, do Gigante Adormecido, entre outras.
👑O reisado, dançando e cantando pela rua, festejam o Natal e a visita dos três Reis Magos ao Menino Jesus. O som da rabeca, da viola, do tambor, anunciam Festa do Divino e da Trindade.
🕊️🎶Enfim, as manifestações da cultura popular do nosso folclore, como as festas, os folguedos, as danças como o Fandango, o Boi de Mamão, o Pau de Fita, a Dança do São Gonçalo, as brincadeiras infantis, têm o poder de unir as pessoas e fazê-las experimentar uma sensação de felicidade, que só a combinação de movimento, imaginação e proximidade, cumplicidade com o outro pode proporcionar.
🎻O folclore é parte da cultura dos povos e um povo sem cultura é um povo sem história.
#cultura#folclore#guaratuba

Café da gratidão com Obras, Urbanismo Meio Ambiente

Na tarde desta quinta-feira (19), a Secretaria Municipal da Cultura e do Turismo realizou um café animado em agradecimento aos servidores das Secretarias de Obras, Urbanismo e Meio Ambiente, pelo trabalho na revitalização do ponto turístico Cristo Redentor e instalação da réplica da estátua na escada de acesso ao morro do Brejatuba.
 
A secretária Rocio Bevervanso homenageou os presentes e falou em nome do prefeito Roberto Justus, que por conta de um outro compromisso teve que se ausentar mais cedo. Segundo a secretária, Guaratuba está cada vez melhor e mais linda por conta do trabalho valoroso das equipes do município que não medem esforços por nossa cidade.
Além de um delicioso coquetel, teve sorteio de brindes.
 
Agradecimentos as empresas que colaboraram: Adriano Bebidas, Bangalô dos Pastéis, Restaurante e Pizzaria do Cheiroso.

Amiguinhos do Turismo têm encontro com o folclore

Os Amiguinhos do Turismo de Guaratuba tiveram um encontro com o folclore brasileiro e regional, nesta quarta-feira (18), na Secretaria Municipal da Cultura e do Turismo.

O diretor da secretaria, João Pedro Silva, contou histórias, falou sobre folclore e chamou a professora Juraci da Silva, diretora da Escola Municipal Olga Silveira, e sua mãe, Luiza da Silva, de 86 anos, que falaram sobre o Boi de Mamão, folclore trazido para Guaratuba pela família delas.

O Boi de Mamão é um folclore típico do litoral de Santa Catarina e que chegou ao interior daquele estado e ao litoral do Paraná. Foi trazido a Guaratuba na década de 1950 e teve uma grande divulgação até o início dos anos 2000. Fazem parte dessa tradição o boi, o cavalo marinho, a onça, o barão e o pau de fita.
Amiguinhos do Turismo é um projeto da Prefeitura de Guaratuba, em parceria entre a Secretaria da Cultura e do Turismo e Secretaria da Educação.

Os personagens do Sítio do Picapau Amarelo, do grande divulgador do folclore brasileiro Monteiro Lobato, dona Benta, o Visconde de Sabugosa, Narizinho e Emília também participaram do encontro.

A secretária da Cultura e Turismo, Rocio Bevervanso, interpretou dona Benta, a professora Giovana Cristina Teixeira interpretou Emília, a jornalista Grazi Eurich, Narizinho, e a funcionária da Administração Rafaele Soveral, o Visconde.

Patrimônios Históricos e Culturais de Guaratuba

Guaratuba possui 4 Patrimônios Históricos e Culturais registrados, sendo dois prédios tombados e dois patrimônios imateriais  

A Igreja Bicentenária Nossa Senhora do Bom Sucesso foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1938, e seu acervo tombado em 1972.

Já o Casarão do Porto, foi tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual em 1960. Remanescente da arquitetura colonial, construído em pedras, conchas, areia e óleo de baleia, em 1827, foi registrado pelo pintor francês Debret.

 

Os bens culturais e históricos a Festa do Divino Espírito Santo – manifestação cultural religiosa dos foliões do Divino e o cultivo e preparo da Ostra Nativa da Baía de Guaratuba, foram registrados esse ano como patrimônio imaterial do município em comemoração aos 250 anos de Guaratuba.

( Atualização 2022: O Projeto de Lei nº 279 da Assembleia Legislativa que declara a manifestação cultural e religiosa da Festa do Divino Espírito Santo de Guaratuba como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Paraná foi sancionado em 11 de julho de 2022 pelo Governo do Estado, agora Lei 21.146/2022.)

 

Achado histórico: quanto vale a história de uma cidade?

Muitas memórias foram perdidas em Guaratuba com obras de remodelações. A luta pela preservação é muitas vezes emblemática no crescente movimento da sociedade que algumas vezes quer o novo sem destruir o velho. Em 28 de outubro de 2014, participei de um dos momentos históricos mais emocionantes que já vivenciei, quando após um convite do Padre Francisco fomos surpreendidos pelas ossadas encontradas embaixo do Altar Mor da Igreja bicentenária, comprovando o que a histórica da cidade com seus 243 anos de existência, naquele ano, relata nas páginas do livro do historiador Joaquim da Silva Mafra. Logo após um cerimonial digno, Padre Francisco depositou em um pequeno ataúde os restos mortais de alguém que pode ter sido um dos fundadores de nossa cidade.

A família Miranda Coutinho teve a sua origem no genearca Amaro de Miranda Coutinho casado com Dona Maria de Barros. Amaro era pai de Miguel de Miranda Coutinho, o Capitão que contraiu matrimônio com Isabel da Silva de Carvalho, em 27 de setembro do ano de 1742, na Paróquia de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

A família Miranda Coutinho é uma das mais antigas do Paraná e com uma das mais antigas varonias no território paranaense. O Capitão Miranda Coutinho, um dos fundadores de Guaratuba em 1771, a terceira Vila mais antiga do Paraná, vem de família com tronco originário das principais famílias que formaram o crescimento demográfico desta cidade, com predominância tanto na vida administrativa como também comercial e agrícola de Guaratuba.

Ainda nos dias atuais os seus descendentes em linha masculina, com o mesmo nome de Miranda, continuam a morar na mesma praça central de Guaratuba quase 250 depois, fato raro no Brasil. O Capitão Miranda Coutinho trouxe consigo a Imagem do Padroeiro de Guaratuba São Luiz de França, sendo a mesma assentada num pedestal improvisado na Igreja bicentenária e, na ocasião, deixou registrado que seu último desejo seria juntamente com sua esposa, após o falecimento de cada um, seus restos mortais fossem depositados embaixo do Altar Mor, aos pés do Padroeiro. O Capitão faleceu em junho de 1793 e sua esposa um pouco mais tarde, sendo cumprido o que recomendou. A história continua mais viva do que nunca e ficará guardada no local de origem.

No interior de nossa igrejinha era um cemitério e que ainda hoje permanecem em paz restos mortais de nossos antepassados.

Data da construção: 1768-1771.

Proprietário: Mitra Diocesana de Paranaguá

Tombamento Estadual Processo nº 35/72, Inscrição nº34. Livro do Tombo Histórico. Data: 29/02/1972.

Tombamento Federal: Processo n° 21-t, Inscrição nº 13. Livro das Belas Artes, fl. 32. Data: 14/4/1941.

 

*Atualizado em 29/07/2022

Casarão do Porto

Inexiste documentação a respeito do imóvel um dos últimos remanescentes do período colonial, embora em termos iconográficos esteja registrado numa aquarela de Debret, de 1827, o que permite situar a construção entre o final do século XVIII e as primeiras décadas do século XIX. Trata-se de sobrado de planta quadrada, construído em alvenaria mista, pedra e tijolos, cobertura em telhado de quatro águas, telhas canal, arrematado por beira seveira, aberturas com requadros em cantaria, na fachada principal, nas laterais, em madeira, encimados por vergas curvas no primeiro e segundo pisos, janelas em guilhotina, divididas em quadrículos, e divisórias internas em sistema de pau-a-pique com os vãos preenchidos com barro.

Constitui, sem dúvida, em significativo exemplar da linhagem de sobrados espalhados pelo país edificados em consoante ao período colonial. O imóvel era utilizado para comércio e moradia. Abandonado em meados da década de 70, rapidamente se deteriorou. Em 1994 foi recuperado e adaptado para restaurante.

Localização: Avenida Coronel Afonso Botelho esquina com rua Professor Gratulino de Freitas. Data da construção: Fins do século XVIII, princípios do século XIX.

Proprietário: particular.

Tombamento Estadual: Processo n° 17/66, Inscrição n° 17. Livro do Tombo Histórico. Data: 30/12/1966.

 

Maria do Rocio Bevervanso – Secretária Municipal da Cultura e do Turismo

Patrimônio Imaterial de Guaratuba

Em comemoração ao aniversário de 250 anos de Guaratuba foi realizado o registro de patrimônio imaterial de dois bens culturais e históricos da cidade. As leis sancionadas pelo prefeito Roberto Justus declararam como patrimônio imaterial do Município de Guaratuba a Festa do Divino Espírito Santo e a manifestação cultural religiosa dos foliões do Divino (LEI nº 1.878) e o cultivo e preparo da Ostra Nativa da Baía de Guaratuba (LEI nº 1.879). 

Segundo o Decreto Estadual 4841/2016, em seu Art. 1º institui o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem o Patrimônio Cultural Paranaense. Em seu Inciso 1º, o mesmo artigo, define quais os livros de registros, sendo a Festa do Divino englobada no item “II – Livro de Registro das Celebrações, onde serão inscritos rituais e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social”. Já o Cultivo da Ostra Nativa de Guaratuba é englobado no item “I – Livro de Registro dos Saberes, onde serão inscritos conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades”.

 

Festa do Divino de Guaratuba

A festa de origem açoriana ocorre tradicionalmente no mês de julho de cada ano desde a fundação do município tendo engajamento e apoio de toda a comunidade local. 

A fundação da Vila de São Luiz de Guaratuba da Marinha data de 29 de abril de 1771, pelo Tenente Coronel Afonso Botelho de São Payo e Souza. A primeira missa foi celebrada no dia 28 de abril de 1771, um dia antes de sua fundação.

A Festa do Divino teve seu início no período da colonização do Brasil. Em Guaratuba é tradicionalmente organizada há mais de 117 anos por um casal festeiro nomeado anualmente pela Igreja Matriz.

Antigamente, a cerimônia era simples e realizada apenas uma missa e a procissão. Mais tarde uma pequena festividade foi anexada ao louvor, mas tinha a duração de um dia e não 10, como acontece atualmente. Com o passar dos anos o evento cresceu. No mês de julho, com uma estrutura maior, a festa acontece com diversas atrações e apresentações artísticas que acontecem após as novenas em louvor ao Divino Espírito Santo e a Santíssima Trindade.

Cultivo da Ostra Nativa de Guaratuba

O cultivo da ostra da baía de Guaratuba e suas peculiaridades faz parte da história, da identidade, da cultura e economia de Guaratuba. A nível nacional, os maricultores de Guaratuba foram pioneiros no cultivo da ostra nativa. Entende-se que o Cultivo da Ostra Nativa de Guaratuba como um saber, um conhecimento e um modo de fazer enraizado na comunidade do Cabaraquara. Segundo o Decreto Estadual 4841/2016, em seu Art. 1º institui o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem o Patrimônio Cultural Paranaense, sendo o Cultivo da Ostra Nativa de Guaratuba englobada no item I – Livro de Registro dos Saberes, onde serão inscritos conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades. Cabaraquara é uma vila de pescadores de Guaratuba, localizada depois da travessia do ferry boat.

Além do pioneirismo, as ostras de Cabaraquara possuem o título de melhor ostra do país e uma das três melhores do mundo. A região foi visitada por especialistas japoneses que viajaram pelo Brasil e também avaliaram ostras produzidas em várias regiões do mundo. Os especialistas do Japão afirmaram que a ostra nativa da Baía de Guaratuba, na parte sensorial, é a melhor do país e uma das 3 mais saborosas do mundo. “Já provei ostras praticamente do mundo inteiro mas seguramente posso dizer que as ostras de Guaratuba estão entre as 3 mais saborosas do mundo” (Kikuo Yamamoto). 

Primeiro cultivo no Brasil na técnica de longline, cultivo de ostras em linhas e boias, com submersão total. As “sementes” são colocadas em estruturas submersas na água para se desenvolverem. Depois que atingem um tamanho maior, as ostras são transferidas para as chamadas lanternas, que são como gaiolas feitas de tela de nylon, com vários andares. Em Cabaraquara, o visitante pode conhecer o cultivo de ostras e deliciar-se com a iguaria nos restaurantes locais. A Associação Aguamar tem cerca de 17 associados com produção anual de cerca de 70 a 100 mil dúzias de ostras nativas.

Bibliografia sugerida:

ARQUIVOS DA CURADORIA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO DA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA DO PARANÁ, Curitiba.

CAZAL, Pe. Ayres de. Corografia Basílica.

LEÃO, Ermelino de. Dicionário Histórico 25 Geográfico do Paraná, Curitiba, 1926-1928.

MARTINS, A. Romário. História do Paraná.  Melhoramentos, São Paulo, 1962.

PIZARRO DE ARAÚJO, Monsenhor José De Souza e Azevedo. Memória Histórica do Rio de Janeiro. Imprensa Nacional, Rio De Janeiro, 1945.

Registro de Imóveis, Comarca de Paranaguá, livro 3-e. Ti. 188.

SAINT-HILAIRE, Auguste. Viagem a Curitiba e Província de Santa Catarina, USP, São Paulo, 1978.

SANTOS, Antônio Vieira dos. Memoria Historica, Chronologica, Topographica e Descriptiva de Paranaguá e seu Município, Curitiba, 1962.

SOUZA, Washington Luis Pereira de. A Capitania de São Paulo. Brasiliana, CEN, São Paulo, 1938. Arquivos do Sphan.

WESTPHALLEN, Cecília Maria. Pequena História do Paraná. Melhoramentos, São Paulo, S.D.

Momento Cultural – Companhia Telefônica Nacional em Guaratuba

O Momento Cultural vai contar um pouco dos 250 anos de história de Guaratuba. Os episódios semanais são apresentados pelo diretor executivo da Cultura e do Turismo, João Pedro, e com participação de mulheres que fazem parte da construção da história de nossa cidade.

No episódio deste sábado (14), a história da Companhia Telefônica Nacional em Guaratuba, da família Carvalho, contada pela Ruti de Carvalho e sua filha Silmari.

#momentocultural#250anosdehistoria

Flecha 2 – O Sol e a Flor

🎞️Neste Dia Internacional dos Povos Indígenas (09/08) selecionamos a indicação do segundo filme da websérie Flecha Selvagem, intitulado de “O Sol e a Flor”, lançado no final de julho desse ano, e que conta com a orientação e narração do autor e pensador indígena Ailton Krenak.

🏹A Flecha 2- O Sol e a Flor ☀️🌺
associa diferentes visões sobre a relação do SOL com a vida na Terra. A partir de trechos do livro BIOSFERA, de Vladimir Verndasky, Ailton Krenak narra sobre a profunda interação dos raios cósmicos com a matéria verde, que transformam a Terra em um supra organismo vivo. Uma visão da vida onde tudo está absolutamente relacionado, das cianobactérias ao ozônio. A fotossíntese se apresenta como chave de manutenção do equilíbrio dinâmico e para a regulação da Biosfera. A Teoria de Gaia flui em diálogo com a suspensão do céu na compreensão yanomami.

Para além da narrativa científica, é uma flecha propulsionada, em sua essência, pela narrativa Guarani sobre Nhanderu, o desdobramento do escuro em sol e do sol em flor.
🌞🌸 A narrativa de O Sol e a Flor é baseada nos livros:
🌀Biosfera, Vladimir Vernadsky
🌀A Vida das Plantas, Emanuele Coccia
🌀A Fala Sagrada, Mitos e Cantos Sagrados Guarani, Pierre Clastres
🌀A Queda do Céu, palavras de um xamã yanomami, Davi Kopenawa e Bruce Albert
🐍 Essa flecha apresenta obras de vários artistas brasileiros e estrangeiros: Olafur Eliasson, Daiara Tukano, Abraham Palatnik, Wassily Kandinsky, Ernesto Neto, Hélio Oiticica, Bianca Lee Vasquez, Gabriela Machado, Hilma Klint, Claudia Andujar, George Love, Bia Monteiro, Flávia Aranha.


Direção artística, roteiro e pesquisa: Anna @dantes_editora
Orientação e narração: @_ailtonkrenak
Narração introdução: @daiaratukano
Consultoria: Marcelo Gleiser e Carlos Papá
Produção: @madadesch
Edição: @e.l.i.s.a.m.e.n.d.e.s
Animações: @livialhama
Trilha sonora: @lucassanttana@gil_monte_
Assistentes de produção: @vicky.momo_ e @llaisfurtado

Informações: Divulgação @selvagem_ciclodeestudos