Guaratuba no Centenário Brasileiro

Aproximava-se o dia 7 de setembro de 1922, o Presidente Dr. Epitácio Pessoa, preparava a Nação para festejar condignamente o dia de nossa emancipação política. O Brasil completava nesse dia cem anos que se havia tornado independente de Portugal com o grito da Independência lançado às margens do Rio Ipiranga em São Paulo, pelo Imperador D. Pedro I. Guaratuba não podia ver passar despercebida a data magna, quando a Pátria toda estremecia de entusiasmo pelo desejo de comemorar o seu primeiro centenário de emancipação.

Os professores de então Srs. Gratulino de Freitas e Antonio de Souza Miranda, dirigiram o movimento pró comemoração do centenário, com o apoio do Sr. Prefeito Municipal Sr. João Pedro de Souza, demais autoridades e o povo em geral que não faltaram com o seu concurso para o maior brilho que deviam apresentar nesse dia os festejos cívicos em nossa Vila. Um marco então foi erguido com três metros e meio de altura, tinha no seu topo um mastro de ferro onde foi hasteado o Pavilhão Nacional, e nas suas paredes duas pedras mármore gravavam os nomes das autoridades locais e demais pessoas representativas, bem como de personagens de alta expressão na vida política do país.

No seu alicerce foram colocados jornais do Rio e do Estado, bem como moedas, e um litro de certa bebida apreciável…” Texto extraído do Livro de Joaquim da Silva Mafra-História do Município de Guaratuba. Segundo relato de algumas pessoas mais antigas da cidade, este monumento ficou instalado no centro da Praça Central de Guaratuba até 1955, quando o Prefeito Municipal Miguel Jamur(in memoriam) inaugurou a Praça e construiu outro marco menor para abrigar as documentações contidas no anterior, e com a mudança dos marcos muita coisa extraviou.

O que foi recolhido foi entregue para a Prefeitura de Guaratuba que quando aconteceu a catástrofe de setembro de 1968, tudo foi engolido pelas águas, ficando a história da cidade, do seu povo, da sua fundação, tudo submerso.

Espero ter sido de valia esta explicação querida Nicolle Anderson, e quanto a palavra BRAZIL estar escrita com “Z” no segundo monumento que até hoje acha-se instalado na Praça Central, pode ter sido um erro de ortografia ou a ortografia da época…Um abraço.